ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO EM 29.9.2008
A Rua Anchieta está situada no Leme. Começa na Avenida Atlântica, junto e depois do nº 656, o conhecido Leme Othon Palace Hotel, terminando, após duas quadras, na Rua General Ribeiro da Costa, com 95m de extensão por 17m de largura.
Esta rua foi planejada em 1879 pela "Empreza de Construcções Civís", do capitalista Alexandre Wagner, tendo sido aceita pela Municipalidade em abril de 1894, quando de sua abertura.
Inicialmente teve o nome de Rua José de Anchieta, mas ao ser editado o Decreto nº 1.165, de 31.10.1917, já constava como sendo apenas Rua Anchieta.
Também houve uma redução no seu tamanho, dos 109m previstos inicialmente e registrados num Termo de Aceitação assinado pela "Empreza de Construções Civís" em 11.4.1899 perante a Municipalidade, para os 95m atuais, com a perda de uns poucos metros no seu final, após a então Rua Araújo Gondim, hoje Rua General Ribeiro da Costa.
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Rua Anchieta, no Leme
Do site Google Earth: a Rua Anchieta, no Leme. |
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Padre José de Anchieta
Sacerdote Jesuita
(1534-1597)
O Padre José de Anchieta nasceu em Laguna, capital da Ilha de Tenerife, no Arquipélago das Canárias, em 19.3.1534, falecendo no Brasil, em Reritiba, atual cidade de Anchieta (ES), em 9.6.1597.
Ingressou na Companhia de Jesus, em Coimbra, em 1.5.1551.
Em 1553 veio para o Brasil na comitiva do Governador-Geral Duarte da Costa, na expedição chefiada pelo Padre Luis da Grã. Assistiu, em 1554, na companhia do Padre Manoel da Nóbrega, à fundação do Colégio de Piratininga, no altiplano paulista, dando origem à Vila de São Paulo de Piratininga, a megalópole de nossos dias. Em 1563, juntamente com Nóbrega, permanece em Iperoig, atual Ubatuba, como refém dos índios Tamoios, aí compondo seu famoso Poema à Virgem, nas areias da praia paulista.
Ainda ao lado de Nóbrega, viaja de São Vicente para o Rio de Janeiro em 1564, a fim de se encontrar com a frota de Estácio de Sá. Forçado a regressar a São Vicente, retorna ao Rio em 1565, assistindo à fundação da cidade e embarca para a Bahia, onde recebe ordens sacras.
Em janeiro de 1567 volta ao Rio, acompanhando Mem de Sá, e participa dos combates de Uruçumirim (Praia do Flamengo) e Paranapuã (Ilha do Governador).
Reitor do Colégio do Rio de Janeiro em 1573 e provincial da Companhia de Jesus em 1577, faz nesse ano a profissão solene em São Vicente e segue para a Bahia, como Reitor de seu Colégio.
Em 1582, novamente no Rio, participa do auxílio prestado aos navegantes desamparados da frota espanhola de Diogo Flores Valdez, que aqui arribara em busca de socorro. Funda, então, a benemérita instituição da Santa Casa da Misericórdia na base do Morro do São Januário, mais tarde chamado de Morro do Castelo.
No ano seguinte, acompanha Cristóvão de Gouvêa em sua visitação às aldeias do Espírito Santo, Santo Antônio e São João.
Renuncia ao Provincialato em 1585, mas em 1589 é nomeado Superior da Casa da Companhia de Jesus na Capitania do Espírito Santo, retornando depois ao Rio de Janeiro como Visitador, em 1593 e 1594.
Em 1736 o Papa Clemente XII decretou as Virtudes Heróicas do Apóstolo do Brasil.
Além de muitas cartas, do poema "De Beata Virgini" e de uma "Arte de Gramática da Lingua mais Usada na Costa do Brasil", José de Anchieta compôs alguns autos destinados à catequese, na língua dos índios Tupís.
O Papa João Paulo II beatificou Anchieta em 1980, tramitando hoje no Vaticano um processo para a sua declaração como Santo da Igreja Católica.
Os Correios lançaram em 1997, no 4º centenário de seu falecimento, um selo comemorativo da efeméride.
Foto da Rua Anchieta
no Leme
A Rua Anchieta, no Leme, vista a partir da Avenida Atlântica.
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Nossos agradecimentos aos autores das informações e imagens, que foram editadas e complementadas com material da Fundação Casa de Rui Barbosa, dos sites Google, Google Earth, Wikipédia e de n/arquivos.