A Rua Ferreira Viana começa na Praia do Flamengo, entre os nºs 88 e 98, terminando na Rua do Catete, junto e após o nº 187. Acha-se localizada totalmente nos limites do bairro do Flamengo.
A Rua Ferreira Viana em foto de satélite, do site Google Earth.
A rua tem 300 metros de extensão, com mão única de direção de tráfego, no sentido da Rua do Catete para a Praia do Flamengo. Nela estão localizados dois tradicionais hotéis do Flamengo, o Hotel Regina, inaugurado em 3.9.1922 e o Flórida Hotel, de 1946. A maioria dos demais prédios é de utilização exclusivamente residencial, havendo um pequeno comércio na esquina da Rua do Catete, além de um Centro de Convenções em frente ao Flórida Hotel.
A Rua Ferreira Viana foi aberta em dezembro de 1871 a partir da Rua do Catete, em terrenos originalmente da extensa propriedade do Visconde de Valdetaro, que se estendia da Rua do Catete até a orla marítima, entre as ruas Silveira Martins e Corrêa Dutra. Em janeiro do ano seguinte foi então realizado o leilão dos lotes do novo logradouro.
A renumeração dos imóveis, feita por Cruvello Cavalcanti em 1879, inverteu a sequência dos números, que passou a começar na Praia do Flamengo. Inicialmente a rua chamou-se Rua do Doutor Ferreira Vianna, nome que foi simplificado primeiro para Rua do Ferreira Vianna, e depois para o atual, quando da edição do Decreto nº 1.165, de 31.10.1917.
A rua teve seu nome inicial confirmado em sessão da Illustrissima Camara Municipal em 21.2.1874, por proposta do Vereador Thomaz Coelho. Ferreira Vianna era nessa oportunidade o Presidente da Câmara Municipal. Nas anotações de Cruvello Cavalcanti há um extenso texto laudatório sobre Ferreira Vianna, dando destaque à sua atuação como homem público nos quatro anos em que presidiu a Câmara, principalmente no campo da instrução.
O Rio de Janeiro teve três praças Ferreira Vianna em diferentes épocas: a Praça José de Alencar, também no Flamengo, já se chamou Praça Ferreira Vianna, de 1888 a 1890. Depois Ferreira Vianna deu nome no início do século XX ao Largo da Ajuda, a Praça Floriano (Cinelândia) de nossos dias, e em 1913 foi o nome da atual Praça General Osório, em Ipanema, por algum tempo.

Antonio Ferreira Vianna
Deputado e Ministro
(1832-1903)
Antonio Ferreira Vianna nasceu no Rio Grande do Sul. Advogado e político ilustre, foi várias vezes Deputado da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e também Vereador e Presidente da Illustrissima Camara Municipal (1870-74). Ministro do Segundo Império, ocupava a pasta da Justiça no Gabinete de 1888, na época da promulgação da Lei Áurea pela Princesa Isabel. Foi novamente Ministro da Justiça já no início da República.
Proprietário de muitas terras na Gávea e em São Conrado, era dono, nesse último bairro, de uma grande fazenda onde agora se ergue a conhecida Villa Riso. Na biblioteca dessa fazenda, Ferreira Viana preparou a redação da Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888. Seus filhos eram praticantes do golfe, tendo sido donos dos terrenos em que hoje existe o Gávea Golf Club, em São Conrado.
Na imagem deste tópico, vemos o Conselheiro Ferreira Vianna, numa reprodução de um óleo sobre tela, de autoria de Thomas Driendl, ca. 1888, do site Artedata e publicado em "Um Século de Pintura - Apontamentos para a História da Pintura no Brasil" (Röhe, Rio de Janeiro, 1916).
Em 1878-79, João Cruvello Cavalcanti recebeu a incumbência de fazer a renumeração dos prédios da cidade. Durante a gestão do Prefeito Marcos Tamoyo foram reimpressos os dois volumes do trabalho de Cruvello Cavalcanti, em que são relacionados, rua a rua, os proprietários dos imóveis e acrecentados oportunos comentários.
Nas informações sobre a Rua Ferreira Viana, Cruvello Cavalcanti aduziu as seguintes palavras sobre o homenageado, aqui reproduzidas, respeitada a grafia da época:
" (...) A Illma. Camara Municipal em sessão de 21 de Fevereiro de 1874 e por proposta do Dr. Thomaz Coelho determinou que, esta rua assim se denominasse, para honrar o Dr. Antonio Ferreira Vianna, que acabava de ser presidente da mesma Camara.
Este testemunho de alto apreço aos relevantes serviços feitos pelo eminente cidadão ao Municipio, não só revela o espirito de justiça que o inspirou, mais ainda, foi applaudido pela opinião publica.
Em verdade, o Dr. Antonio Ferreira Vianna, durante o quatriennio em que presidio a Camara augmentou-lhe as rendas, regulou os serviços, desenvolveo os seus interesses materiaes, construio o Necroterio e dous edificios para as escolas e ultimamente fundou a escola de gymnastica.
Os dous edificios (da Praça 11 de Junho e da Rua d'Ajuda) forão construidos com os recursos ministrados pelo patriotismo ou generosidades dos habitantes da Côrte, mediante os esforços e dedicação do Dr. Ferreira Vianna.
Pelo valor de taes edificios pode-se reconhecer que o cidadão que obteve tão avultados dons de seos concidadãos em bem da instrucção do povo, merece não só a sua confiança e estima, mas ainda, tem a força poderosa de convencer animos affeitos á outra ordem de ideias e interesses.
Nos dous magnificos edificios estão as provas authenticas e irrecusaveis da iniciativa do Dr. Ferreira Vianna na grandiosa obra da instrucção publica.
É uma gloria que lhe cabe, gloria que renasce e eternisa-se na gratidão de cada geração.
O cidadão que nenhum esforço poupa por desempenhar o apostolado da intelligencia, sahindo laureado das lides da arena politica, apparecia na tribuna das conferencias publicas e lançava em suas palavras, graves como a meditação, solemnes como a razão, as sementes que abrolhando na consciencia preparam a regeneração do futuro do paiz.
Nas conferencias, excellentes auxiliares do ensino publico, o Dr. Ferreira Vianna deparava com os meios de servir a causa á qual votava as energias soberbas de sua alma e as nobres aspirações do seu patriotismo.
Em verdade, quando a Providencia quer que o maior numero das creaturas humanas sejam livres e felizes, cumpre que os homens de bôa vontade trabalhem por chamal-as a aquinhoar dos beneficios da instrucção, que é um baptismo de luz, de força e de vida.
N'essa tarefa o Dr. Ferreira Vianna não tem sido senão um dos incansaveis e devotados obreiros da grandeza da patria e da regeneração intellectual.
É por todos estes serviços e pela notabilidade do orador politico que a Illma. Camara quiz consagrar o nome de Ferreira Vianna, n'uma rua da Cidade.
Rio, Janeiro de 1879. - O encarregado da numeração, J. C. Cavalcanti. "
A seguir, a descrição de alguns prédios da Rua Ferreira Viana.
Lado ímpar
Nº 29/33 - Hotel Regina - Em setembro de 1922, informavam os jornais cariocas Correio da Manhã e A Noite que no dia 3 havia sido inaugurado o Regina Hotel, na época com 4 andares, de propriedade de Hercules & Werneck. Está neste endereço desde então. Em 1998 foi criado o nome-fantasia Hotel Regina.
À direita, foto de n/arquivos (2007), com destaque para a cuidadosa restauração, ainda em curso, da fachada original do prédio, onde nem mesmo aparelhos de ar condicionado são vistos.
No final desta página, há uma relação de moradores famosos da Rua Ferreira Viana, ocupando o lugar de honra, como hóspede do Hotel Regina em 1936-37, o então Deputado Federal Juscelino Kubitschek, mais tarde Presidente da República, em 1956-60.
Nº 69/77 - Flórida Hotel - Inaugurado em 25.4.1946, Flórida Hotel, que foi ampliado e remodelado em 1991, para atender ao aumento do fluxo de hóspedes durante a Conferência Rio-92. Foto de n/arquivos (2007).
Nº 71 - Garagem Baptista - Em 1924-32, era a Garagem Baptista, de propriedade de Baptista & Cia.
Nº 139 - Garagem Berliet - Em 1913. Numeração antiga.
Lado par
Nº 10 - Avenida Catete - Era uma vila de casas, em 1907.
Nº 50 - Hotel Grão Pará - Edifício Jardim do Palácio - Em 1962-75. O Hotel Grão-Pará foi demolido na década de 1990, para a construção do Edifício Jardim do Palácio, residencial.
Nº 58 - Hotel Ferreira Viana - Desde 1962.
Nº 187 (da Rua do Catete) - Centro de Convenções - Anexo do Flórida Hotel, ocupando um grande terreno com endereço principal pela Rua do Catete nº 187 e extensa lateral pela Rua Ferreira Viana, num prédio centenário.
Nº 110 - Garagem Ideal - Em 1913. Numeração antiga.
Nº 174 - Garagem Charles Meyer - Em 1913. Numeração antiga.
Seus moradores : Juscelino Kubitschek
Juscelino Kubitschek de Oliveira
J K
(1902-1976)
O título de morador de maior destaque, ao longo dos tempos, deve ser dado, por justiça, a um jovem Deputado Federal mineiro eleito em 1934, que morou no Hotel Regina nos anos de 1936-37, e que foi Prefeito de Belo Horizonte em 1940 e Governador de Minas Gerais em 1950, para ser eleito em 1955 Presidente da República, consagrando-se como o Construtor da nova capital do país, Brasília: Juscelino Kubitschek de Oliveira.
JK nasceu em Diamantina, MG, em 12.9.1902, filho do caixeiro-viajante João César de Oliveira e da professora Julia Kubitschek. Estudou medicina em Belo Horizonte, formando-se em 1927. Fez curso e estágio complementar em Paris e Berlim em 1930 e casou-se com Sarah Gomes de Lemos em 1931. No ano seguinte, foi nomeado como Capitão-Médico da Polícia Militar de Minas Gerais.
Iniciou sua carreira política em 1934, como Chefe da Casa Civil do interventor federal em Minas Gerais, Benedito Valadares. Foi eleito Deputado Federal em 1934 e exerceu o mandato até o fechamento do Congresso em novembro de 1937, com o golpe do Estado Novo. Nessa época, residiu no Hotel Regina, na Rua Ferreira Viana. Foi novamente eleito Deputado Federal para a Assembléia Constituinte de 1945.
Como Prefeito de Belo Horizonte nos anos 40, enriqueceu o acervo arquitetônico da capital mineira, com obras do Arquiteto Oscar Niemeyer. Na década seguinte, já Governador de seu estado natal, construiu 5 usinas hidrelétricas e mais de três mil quilômetros de rodovias.
O conjunto de suas realizações contribuiu decisivamente para a sua eleição como Presidente da República, em 1955, quando a sua habilidade política foi logo posta à prova, ao superar com maestria os problemas criados por seus adversários para tentar impedir a sua posse.
Exercendo a Presidência de 1956 a 1961, JK implantou no primeiro ano de governo o chamado "Plano Nacional de Desenvolvimento", também conhecido como o "Plano de Metas". Foi a era do lema "Cinquenta Anos em Cinco".
Construída em prazo recorde de 41 meses, segundo o traço de Lucio Costa e Oscar Niemeyer, a nova capital do país, Brasília, foi inaugurada em 21 de abril de 1960. É, sem dúvida, a marca registrada da Era JK, trazendo com a sua implantação, uma nova visão para a solução dos problemas nacionais.
Entre as realizações de Juscelino contam-se, entre outras, a construção das usinas hidrelétricas de Furnas e Três Marias, as indústrias automobilística e naval, além da criação, em 1959, da Sudene - Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste.
Juscelino faleceu em um acidente automobilístico na Via Dutra, perto de Resende (RJ), em 22.8.1976, em circunstâncias até hoje mal explicadas. Seu sepultamento aconteceu em Brasília, numa cerimônia assistida por mais de 300 mil pessoas. Em 1981 foi construído na capital o Memorial JK, para onde foram transladados seus restos mortais.
Seus moradores : Aloisio de Castro
Aloisio de Castro
Médico, poeta e compositor
(1881-1959)
A Rua Ferreira Viana sempre contou, no decorrer de sua existência, com ilustres moradores, dentre eles o Professor Aloisio de Castro (1881-1959), médico neurologista afamado, Diretor da Faculdade de Medicina e do Departamento Nacional de Ensino, aluno e sucessor de Miguel Couto na direção da Faculdade e ocupante da cadeira de Oswaldo Cruz na Academia Brasileira de Letras. Era reconhecidamente um inspirado poeta, além de exímio pianista.
Aloísio de Castro, médico, professor, orador, poeta e compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 14 de junho de 1881, e faleceu, na mesma cidade, em 7 de outubro de 1959. Eleito para a Cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão de Oswaldo Cruz, em 14 de novembro de 1917, foi recebido por Afrânio Peixoto em 15 de abril de 1919.
Era filho de Francisco de Castro, de quem lhe veio o gosto pelas letras, as artes e a música, além de profundas lições de vida. Foi aluno do Colégio Kopke, onde fez os estudos fundamentais e cursou latim, passando a ter também em casa um professor desse idioma.
Ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde colou grau de Doutor em Medicina em 1903, tendo obtido o prêmio de viagem à Europa oferecido pela mesma Faculdade. Tudo indicava que o novo médico seria um grande nome na sua carreira, mas não se podia prever o ecletismo da atividade literária que iria desenvolver, nem que seu interesse pela música o levaria a compor.
Foi Interno de Clínica Propedêutica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1901-1903); Assistente de Clínica Propedêutica da Faculdade de Medicina (1904-1908); Subcomissário de Higiene e Assistência Pública do Rio de Janeiro (1906-1908); Professor substituto e, a seguir, Professor Catedrático de Patologia Médica e de Clínica Médica (1915-1940); Diretor Geral da Faculdade de Medicina (1915-1924); Diretor Geral do Departamento Nacional de Ensino (1927-1932); Médico da Santa Casa da Misericórdia.
Aloísio de Castro publicou várias obras científicas, ensaios, conferências e alguns livros de poesia, além de compor muitas peças musicais para piano e para canto.
Era membro da Academia Nacional de Medicina, da qual foi Presidente; da Sociedade de Neurologia, Psiquiatria e Medicina Legal do Rio de Janeiro; da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro; membro honorário da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo; do Instituto Brasileiro da História da Medicina; do Conservatório Brasileiro de Música; membro da Comissão de Cooperação Intelectual da Liga das Nações (1922-1930); Diretor do Instituto Ítalo-Brasileiro de Alta Cultura; membro correspondente de inúmeras instituições médicas internacionais e membro efetivo da Academia Pontifícia das Ciências.
Na Academia Brasileira de Letras, foi Segundo-Secretário (1921-1922); Secretário-Geral (1926) e Presidente (1930 e 1951).
Principais obras: Alocuções acadêmicas (1911); Novas alocuções acadêmicas (1915); Últimas alocuções acadêmicas (1918); Palavras de um dia e de outro, 3 vols. (1922, 1929, 1933); Rimário, sonetos (1926); Orações, discursos (1926); A expressão sentimental na música de Chopin (1927); Os carmes (1928); Tendresse, poesia, em francês (1932); Discursos acadêmicos (1941). Publicou, além disso, uma extensa obra científica.
Seus moradores : Cartola
Cartola (Agenor de Oliveira)
Compositor
(1908-1980)
O festejado compositor, cantor e instrumentista Cartola (Agenor de Oliveira) nasceu na Rua Ferreira Viana em 11.10.1908, tendo nela morado até os 8 anos de idade, quando então foi para Laranjeiras. Três anos mais tarde, em 1919, mudou-se para o Morro da Mangueira com os seus pais, de onde só saiu em 1978, quando passou a residir em Jacarepaguá.
Já em Laranjeiras, tocando cavaquinho (que aprendera com o pai), participava dos desfiles do rancho Arrepiados. Seu apelido vem do fato de ter sido pedreiro num dos seus primeiros empregos, usando um chapéu, que ele chamava de "cartola", para evitar sujar sua cabeça com respingos de cimento.
Em 1925 fundou o Bloco dos Arengueiros, com o seu amigo Carlos Cachaça, que viria a ser o seu mais constante parceiro nas composições.
Da fusão desse bloco com outros do Morro da Mangueira, surgiu em 28.4.1928 o G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira, a segunda escola de samba do carnaval carioca, eternizando as cores verde e rosa como sua verdadeira marca registrada.
Para o primeiro desfile, naquele ano, Cartola compôs o samba Chega de Demanda, que só foi gravado em 1974.
Mas as gravações de suas composições já se sucediam desde o início de sua carreira, com artistas famosos, como Francisco Alves, Carmem Miranda, Aracy de Almeida, Sylvio Caldas, Paulinho da Viola, e tantos outros.
Em 1941 formou o Conjunto Carioca, com Paulo da Portela e Heitor dos Prazeres, que se apresentou numa rádio paulista. A partir de então, Cartola afastou-se do ambiente musical por muitos anos, sendo redescoberto pelo jornalista Sergio Porto em 1956.
Era o ano de 1964 quando Cartola abriu um restaurante no Rio de Janeiro, o Zicartola, na Rua da Carioca nº 53, onde se reunia a fina flor dos sambistas da época. A cozinha, sempre elogiada, era comandada por sua mulher, a Dona Zica (Eusébia Silva do Nascimento). Entretanto, o restaurante durou apenas três anos, tendo depois sido reaberto em 1974 na capital paulista.
À época do lançamento de seu 4º LP, "Cartola - 70 Anos", em 1979, descobriu que estava com câncer, doença que causou seu falecimento no Rio de Janeiro, em 30.11.1980, aos 72 anos de idade.
Mais detalhes de sua extensa biografia e de sua premiada discografia podem ser lidos na sua home page, Cartola, na Internet, de onde resumimos os fatos acima relatados.
A Rua Ferreira Viana, vista a partir da Praia do Flamengo.
O prédio maior, à esquerda da rua, é o tradicional Hotel Regina.
Ao fundo, a Rua do Catete. Foto de n/arquivos (2007).
Agradecemos aos sites Academia Brasileira de Letras, Bairro do Catete, Cartola e Wikipédia pela maior parte das informações aqui exibidas e que foram complementadas com material de n/arquivos.