Nº 1 - Residência de Jeronymo José Teixeira Junior - Em 1878. O terreno do Conselheiro Jeronymo José Teixeira Junior, Visconde do Cruzeiro, ia até perto da atual Rua Paissandu, já que o prédio seguinte, o de nº 3, de João Antonio Segadas Viana, foi comprado pelo Conde d'Eu e demolido para possibilitar a abertura do quarteirão inicial da Paissandu, entre a Praia do Flamengo e a Senador Vergueiro.
Nº 3 - Residência do Comendador Cândido Mendes - Em 1907. Depois mudou-se para a mansão defronte, a de nº 14.
Nº 5 - Edifício Simon Bolivar - Em 1992. Este edifício faz frente também para a Praça José de Alencar e continua pela Rua Barão do Flamengo, onde tem nove blocos com o nº 35 dessa rua. Está exatamente no terreno onde existiu o Hotel dos Estrangeiros, descrito no tópico relativo àquela praça. O atual Restaurante Planalto do Chopp, com frente para a Praça José de Alencar, corresponde à entrada principal do antigo Hotel, como se depreende da comparação das imagens das duas épocas.
(FOTO)Nº 9 - Posto Comodoro - Em 1910, era o quintal da casa de Luis Cândido Mendes. Em 1974, o anguloso terreno já estava ocupado pelo Posto Comodoro, de bandeira Shell.
Nº 11/15 - Residência de Paulo de Frontin - Hotel Elite - Hotel Alencar - Hotel Senador Vergueiro - Restaurante Brahma - Churrascaria Majórica - Em 1907, no nº 11-A, residia o engenheiro e Senador André Gustavo Paulo de Frontin, o construtor da Avenida Central, a Rio Branco de hoje. Foi Prefeito do Rio durante uns poucos meses no ano de 1919. Em 1932-40, era o Hotel Elite. Em 1977, Hotel Alencar. Em 1992, o Hotel Senador Vergueiro ocupava os dois andares superiores. O prédio é tombado pelo Patrimônio Histórico do município.
A loja do térreo era, em 1961, o Bar e Restaurante Brahma, filial do existente na Galeria Cruzeiro da Avenida Rio Branco, onde hoje está o Edifício Avenida Central.
Churrascaria Majórica, na Rua Senador Vergueiro nº 11/15 - foto dos arquivos da Secretaria Municipal de Urbanismo (2006).
Desde a inauguração em 3.10.1962, a Churrascaria Majórica ocupa a loja térrea do nº 11, com entrada e amplo salão no nº 15. Há mais de 40 anos é um ponto tradicional do Flamengo e do Rio, graças à fama de seu churrasco de primeira qualidade e de seu atencioso atendimento. O prédio é de construção dos primeiros anos do século vinte, tendo antes pertencido a Luis Cândido Mendes (falecido em 1984), filho do Comendador que residia em bela mansão do outro lado da rua (nº 14) e mais tarde na Rua Clarice Índio do Brasil, no final da Marquês de Abrantes, já próxima a Botafogo.
Nº 23 - Edifício Amapá - Construido pelo IAPI, Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários, nos anos 1930, na esquina da Paissandu. É hoje do INSS, que já teve um posto de atendimento numa das lojas, quando ainda INPS em 1975.
Em 1940-61 a loja da esquina de Paissandu abrigou a Sorveteria Americana, filial da que existia na Cinelândia. Em 1992, duas lojas estavam ocupadas por uma concorrida casa de massas, a Suprema, onde anteriormente existiram o Salão Amapá de cabelereiros e a farmácia do mesmo nome. Em 2007 essas lojas estão fechadas e disponíveis para aluguel, conforme cartaz no local.
Nº 35 - Edifício Edith - Garota do Flamengo - Oklahoma Restaurante - Estação Paissandu - Em 19.... foi levantado o Edifício Edith pela Predial Franco Brasileira, com 112 apartamentos e 22 lojas na galeria do térreo, além de um cinema, o Cine Paissandu, existente até hoje, transformado em 19.... em Paissandu Nostalgia e em 19.... em Estação Paissandu. O restaurante da esquina da Rua Paissandu é o Garota do Flamengo, sempre muito frequentado à noite. Ao lado do cinema, há o Oklahoma Restaurante.
Ao lado, em imagem gentilmente cedida pela incorporadora, reprodução do projeto do Edifício Edith, com o Cine Paissandu.
A história do Cine Paissandu e da sua influência nas várias gerações de espectadores que o frequentaram nas últimas décadas pode ser melhor sabida e principalmente compreendida, fazendo-se uma detalhada pesquisa com o auxílio do Google em www.google.com.br.
Procure, por exemplo, por <"Geração Paissandu" +"Ruy Castro"> e encontrará um excelente texto sobre o Cine Paissandu no site www.digestivocultural.com.
Outros prédios projetados pela Predial Franco Brasileira também foram construidos com um cinema no térreo, como o Ranih (Praia de Botafogo - Cine Ópera - hoje loja da Casa&Video) e o Robert (Prado Júnior - Cine Paris Palace - hoje loja da Hortifruti).
Nº 45 - Externato Campos Porto - Residência dos Monteiro de Barros - Solar do Flamengo - Em 1907-08 ali estava o Externato Campos Porto. E antes de 1911, a Casa dos Expostos, da Santa Casa de Misericórdia, a chamada Fundação Romão Duarte. Em 1913, era a residência de Cecilia de Moraes Monteiro de Barros. Desde os anos 1970, o edifício Solar do Flamengo, com uma galeria de lojas comerciais na parte térrea.
Nº 51 - Pensão Familiar - Edifício Garden Palace - Em 1950, era a Pensão Familiar. Em 1977 a Chozil Empreendimentos Imobiliários construiu o Edifício Garden Palace, que tem na sua loja uma filial do conhecido supermercado Zona Sul.
Nº 55 - Solar do Barão de Cotegipe - Garagem Citro - Edifício Mauricea - Na segunda metade do século dezenove, era o Solar do Barão de Cotegipe, o nobre João Maurício Wanderley. Demolido o Solar, abrigou a Garagem Citro, e em 1945 foi ali construido o Edifício Mauricea. Em 1950, nele estavam a Embaixada da República Dominicana e os Consulados da Argentina e da Bolívia.
Nº 59 - Embaixada da Argentina - Em 1932 era o local da Embaixada da Argentina. A Embaixada, na realidade, ocupava toda um lado da Rua Tucuman, desde a Senador Vergueiro até a Praia do Flamengo. Mais tarde, este lote foi remembrado com o nº 55.
Nº 69 - Edifício Ajax - Na esquina da Rua Tucuman. Dos anos 1940, quando então abrigava o Consulado da Espanha. Note-se a curva bem arredondada nessa esquina, devido a trajetória das linhas dos bondes da Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico, que vinham da Praia do Flamengo pela Rua Tucuman para entrar na Senador Vergueiro, em direção a Botafogo, com o tráfego em mão dupla.
Outro fato interessante é um pequeno pedaço do terreno do Ajax estar dentro da linha dos 33 metros que delimita os terrenos de Marinha, na Praia do Flamengo, fazendo incidir um arcaico imposto, o chamado "Fôro de Marinha", sobre os atuais condôminos, pois o que vale para o Serviço de Patrimônio da União como referência é a linha média das marés altas (preamar) do longínquo ano de 1831.
Hoje o Aterro do Flamengo coloca o mar a algumas centenas de metros de distância, mas a fúria arrecadadora da União não leva isso em consideração.
Nº 83/85 - Casa de Saúde e Residência do Dr. Rubens Mayall - Residência da Vva. Dias Garcia - Edifício Via del Corso - Em 1950-77, era a residência do Dr. Rubens Carlos Mayall, que ali mantinha também uma Casa de Saúde. Os Mayall e os Dias Garcia eram interligados por laços matrimoniais. O Edifício Via del Corso foi levantado nos anos 1980 pela Consultep.
Nº 87 - Embaixada da França - Colégio Flamengo - Edifício Arthur Rudge - Em 1932 era o local da Embaixada da França, que se transferiu em 1936 para a Praia do Flamengo, ocupando uma extensa propriedade recém-construida no último quarteirão, entre Cruz Lima e Osvaldo Cruz. O imóvel passou a ser ocupado pelo Colégio Flamengo e foi demolido na segunda metade do século vinte para dar lugar ao Edifício Arthur Rudge. O terreno foi então desmembrado, gerando o lote nº 320 na Praia do Flamengo, onde há hoje o Edifício Britânia.
Nº 93 - Residência de Luis da Rocha Miranda - Edifício Cherbourg - Teatro Galeria - Em 1908-50 era a residência do banqueiro, industrial e engenheiro Luis da Rocha Miranda e seus herdeiros. Ele foi sócio da empresa que construiu a Avenida Beira-Mar, à época de Pereira Passos. Em 1898 também possuia uma casa no nº 9 da vizinha Travessa do Cruz Lima.
Sócio benemérito do Hospital Pro Matre, existente no bairro da Saúde desde 1918, muito contribuiu para a manutenção do atendimento gratuito naquela maternidade às classes menos favorecidas. Foi homenageado com a colocação de seu nome num dos prédios do hospital, o construido em 1953, na Avenida Venezuela 153.
Sua ajuda à Pro Matre foi mantida pelo seu filho Octavio da Rocha Miranda. Sua neta Gilda Rocha Miranda Sampaio deu continuidade ao patrocínio dos Rocha Miranda à Pro Matre (www.promatre.org.br), tendo sido sua presidente de 19.... a 19..... Ela era viúva do Dr. Paulo Sampaio, que foi presidente da Panair do Brasil, famosa empresa de aviação nos anos 1940-60.
Octavio foi proprietário da Cia. Constructora Ipanema, que financiou as obras de urbanização da Villa Ipanema no raiar do século vinte. Era seu sócio Raul Kennedy de Lemos, que havia arrendado e depois vendido parte das suas terras naquele bairro para a fundação do Country Club em 1916.
Nos anos 1930-50, os fundadores da Pro Matre eram, respectivamente, sua Presidente, D. Stella Guerra Duval (1879-1971), e seu Diretor Geral, o Professor Fernando de Magalhães (1878-1944), ele Imortal da Academia Brasileira de Letras e morador da Praça São Salvador, que transmitiu ao longo dos tempos seus conhecimentos para a formação profissional de incontáveis obstetras, como o Professor Guilherme de Carvalho Serrano (1908-1967), morador da vizinha Cruz Lima desde 1941 e que foi Diretor Clínico da Pro Matre.
Estagiou durante algum tempo no Hospital Pro Matre, em 1946, o pediatra Dr. Paulo Berger (1922-2003) que foi renomado historiador e consagrado autor de numerosos e excelentes livros sobre o Rio de Janeiro. Na sua obra "Pinturas & Pintores do Rio Antigo", editada pela Livraria Kosmos em 1990, há o melhor registro iconográfico conhecido da Ponte do Salema, na área da atual Praça José de Alencar, uma gravura de Rugendas datada de 1846. Outras vistas do Flamengo tornam esse livro uma preciosa fonte de saber para os estudiosos do bairro e do Rio de Janeiro.
Ponte do Salema, sobre o Rio Carioca, no Sítio do Catete (atual Praça José de Alencar) - ligava a Estrada (futura Rua) do Catete com os Caminhos Velho e Novo de Botafogo (atuais Ruas Senador Vergueiro e Marquês de Abrantes) - pintura de Johann Moritz Rugendas, em 1846.
Nos anos 1940 o extenso terreno dos Rocha Miranda, que ia da Senador Vergueiro até a Praia do Flamengo, foi desmembrado, tendo sido utilizado o lote da Praia, de nº 328, para a construção do Edifício Lyon. No lote da Senador Vergueiro foi levantado em 1962 o Edifício Cherbourg (nome de importante cidade da França), pela Construtora Duek, dos irmãos Moysés e Henrique Duek.
A sensibilidade artística dos Duek fez com que se projetasse, na parte interna do lote, a construção de um teatro de 400 lugares, que foi inaugurado em 25.9.1972, tendo como padrinho o polêmico jornalista e homem de televisão Flavio Cavalcanti.
O nome do teatro foi escolhido pelo poeta Vinicius de Moraes e aprovado por uma grande comissão de jornalistas, cronistas e artistas. A primeira peça encenada no Teatro da Galeria foi "O Peru" ("Le Dindon"), do autor francês Feydeau, numa tradução de Luis de Lima, dirigida por José Renato, com um grande elenco em que pontificavam Renata Fronzi, Felipe Carone, Berta Loran, Ary Fontoura, Cecil Thiré e José Lewgoy, além de muitos outros excelentes artistas da época. A estréia foi em 13.11.1972, com a casa lotada.
O nome Teatro da Galeria foi escolhido por Vinicius, não pelo fato do teatro estar na galeria de um prédio, mas sim como uma homenagem aos espectadores das galerias dos teatros. Na sala de espera do Teatro, duas placas de bronze gravaram para a posteridade os fatos e os nomes de todas aquelas pessoas ligadas aos primeiros momentos da casa de espetáculos. Inicialmente "Teatro da Galeria", teve o "da" retirado por motivos de marketing, tendo ficado somente como "Teatro Galeria".
Infelizmente para a platéia carioca, o Teatro Galeria encerrou suas atividades no início do novo milênio. Em 1999, os jornais chegaram a noticiar a venda do local para a Igreja Universal do Reino de Deus, do Bispo Edir Macedo, mas a transação não se concretizou, estando o Teatro fechado até hoje.
Nº 99/103 - Residência de Epitacio Pessoa e da Vva. Raphael Pardellas - Edifício Tatiana - Aqui morou no início do século XX o ex-Presidente Epitacio Pessoa e depois de sua morte, sua viúva Mary e sua filha Laurita, casada com Edgard Raja Gabaglia. Tal como seus vizinhos, o terreno ia até a Praia do Flamengo, onde hoje está o Edifício Lyon, no nº 328. Em 1950 era a residência da vva. Raphael Pardellas.
De 18.6.1951 a 19.10.1960 foi a sede do IBEU, o Instituto Brasil-Estados Unidos, de cursos de inglês, vindo da Rua México, no Castelo. Em 1960 o IBEU mudou a sua sede para Copacabana, mas a filial do Flamengo ainda permaneceu em funcionamento até 1964.
Só então foi demolida a velha casa, levantando-se o Edifício Tatiana no nº 103.
(FOTO)Nº 105 - Colégio dos Jesuitas - Em 1911-13 era a residência dos padres jesuitas do Colégio Santo Inácio, da Rua São Clemente, em Botafogo.
Nº 107 - Externato Zacaria - Edifício Monte Pascoal - Em 1909, o Padre Alexandre Carozzi abriu, em duas casas cedidas pelo Comendador Cândido Mendes de Almeida, o Externato Santo Antonio Maria Zacaria, transferido dois anos mais tarde para a Rua do Catete nº 113. Nos anos 1950 foi levantado o Edifício Monte Pascoal, cujo nome lembra a famosa elevação no litoral baiano, o primeiro ponto da costa do Brasil avistado por Pedro Álvares Cabral em 1500.
Nº 109 - Solar da Família Seabra - Casa de Cultura Julieta de Serpa - Logo após o Edifício Monte Pascoal há um portão para trânsito de veículos, do antigo Solar da Família Seabra, hoje transformado na Casa de Cultura Julieta de Serpa, na Praia do Flamengo nº 340. Nos tempos dos Seabra, um carro poderia entrar pela Praia do Flamengo e sair na Senador Vergueiro, numa só reta. As obras para a instalação da Julieta de Serpa, entretanto, produziram uma ampliação do imóvel sobre essa passagem, interrompendo-na.
Pode-se bem aquilatar, por este exemplo, como os antigos terrenos da Senador Vergueiro eram enormes, indo sempre terminar na então futura Avenida Beira-Mar, hoje Praia do Flamengo. Neste caso, a alameda interna tinha cerca de 130 metros de extensão, entre a Praia do Flamengo e a Senador Vergueiro.
Há um século, no início dos anos 1900, só existia arruamento na praia entre a Glória e a Rua Dois de Dezembro, para o trânsito principalmente dos bondes que vinham do Centro. Daquela rua até o Morro da Viúva, os terrenos eram literalmente o "quintal dos fundos" das propriedades com frentes para o final da Rua do Catete e de largo trecho da Senador Vergueiro, terminando dentro d'água, na Baía da Guanabara.
Somente com as obras determinadas por Pereira Passos é que surgiu a Promenade dos Inglêses, um dos nomes pelo qual ficou conhecido o futuro logradouro Avenida Beira-Mar, depois renominado nesse trecho como Praia do Flamengo.
Nº 111 - Hotel e Pensão do Norte - Estacionamento do Argentina Hotel - Até os anos 1980 existiam dois velhos sobrados geminados, construidos no final do século dezenove. Em 1932 era o Hotel do Norte e em 1950, Pensão do Norte, vinda da vizinha Rua Cruz Lima nº 22. Demolidos os dois prédios, o terreno foi aproveitado como estacionamento de veículos, inicialmente público, mas em 1991 adquirido pelo Argentina Hotel, da Cruz Lima, para uso exclusivo de seus hóspedes. Mais recentemente, o Hotel comprou a parte que pertencia à Casa de Cultura Julieta de Serpa com acesso pelo portão do nº 109, derrubando um muro divisório interno e aumentando a área de seu estacionamento.
Debaixo de uma placa de propaganda, o portão escuro mais à esquerda é o nº 109, da antiga entrada/saída de veículos da Casa de Cultura Julieta de Serpa, da Praia. O maior, do centro da foto, é o nº 111, do estacionamento do Argentina Hotel, da Cruz Lima 30, e corresponde à área em que estava a Pensão do Norte até os anos 1980. Foto de n/arquivos (2007).
Nº 123 - Residência de Alfredo de Miranda Pacheco - Edifício Ângela - Na esquina de Cruz Lima. Era anteriormente a casa do engenheiro Alfredo de Miranda Pacheco, construida em 1899 com projeto de Antonio Jannuzzi. Demolida pela Demateco nos anos 1970, levantou-se o Edifício Ângela.
Recebemos mensagem de Sergio Poppe de Miranda Pacheco, bisneto do engº Miranda Pacheco, corrigindo nossa informação anterior de que o edifício teria recebido o nome Ângela de uma filha do engenheiro. Isso não é correto, pois as filhas de Miranda Pacheco chamavam-se Beatriz e Maria. Retifiquem suas anotações, agora para o dado correto.
Agradecemos a retificação enviada por Sergio Poppe, de quem estamos aguardando uma prometida foto da residência que existiu ali, no terreno da família.
Edifício Ângela, na esquina da Rua Cruz Lima. Foto de n/arquivos (2007).
Nº 135 - Residência de Camille Benguigui - Edifício Macedo - Casa Mar e Terra - Casas Sendas - Em 1950, residência de Camille Benguigui. Em 1962, Edifício Macedo. Em 1965 a loja foi ocupada pelo supermercado Casa Mar e Terra Comestíveis, adquirida nos anos 1980 pelas Casas Sendas.
Nº 137 - Edifício Senador Vergueiro - Em 1937. Em 1942-45 abrigava na loja dos fundos, com acesso pela Rua Senador Euzebio, a firma Thornycroft Mecânica e Importação, revendedora dos automóveis franceses Citröen, que anteriormente estivera na Marquês de Abrantes nº 102. Em 8.2.1972, Pedro Oliveira Santos Filho vendeu essa loja para a Casa Mar e Terra Comestíveis, para servir de entrada de mercadorias.
Nº 141 - Igreja da Santíssima Trindade - A Igreja da Santíssima Trindade teve a sua construção iniciada em 1938, segundo projeto do arquiteto francês Henri Paul Pierre Sajous, que também projetou o Edifício Biarritz, na Praia do Flamengo 268, o Edifício Tabor Loreto, na esquina da Praia com a Paissandu, e o Edifício Flamengo, na esquina da Praia com a Ferreira Viana, estando as 4 obras tombadas pelo Patrimônio Histórico no nível municipal. A Igreja ocupa extenso terreno com frente para a Senador Vergueiro e fundos para a Senador Euzebio.
A primeira missa foi realizada em 1.1.1945 pelo Padre Alexis Chauvin, dos assuncionistas franceses, ligados ao jornal parisiense "La Croix" ("A Cruz"). Com amplo trabalho assistencial no bairro, em 1993 organizava uma reunião semanal do "Al-Anon", com atendimento a familiares e amigos de alcoólatras. Em setembro de 1994 apareceu o jornal "Folha Paroquial", em substituição ao antigo "Al", publicado desde 1980.
Era seu pároco nos anos 1980-90 o Padre Paulo Riou, que muito ajudou a comunidade do vizinho Morro Azul. Seu atual pároco é o Padre José Ignácio.
Igreja da Santíssima Trindade, na Rua Senador Vergueiro nº 141,
com sua esguia torre. Fotos de n/arquivos (2007).
No final do terreno da Igreja, quase na Senador Euzebio, há um oratório denominado Gruta N. S. de Lourdes, para que os fiéis façam suas orações num ambiente calmo, longe do burburinho das ruas próximas.
Gruta Nossa Senhora de Lourdes, na Igreja da Santíssima Trindade.
Foto de n/arquivos (2007).
Nº 143/147 - Garagens Cadillac e Natal - Edifício Senator - Garagens Cadillac e Natal em 1915-32. Naquela época existiam apenas uns poucos carros em circulação e os prédios não costumavam ter garagens nas suas edificações. Isso deu origem à construção, em toda a cidade, de grandes galpões para a guarda de veículos. Daí o surgimento dessas enormes garagens, hoje praticamente desaparecidas das áreas mais valorizadas do cenário urbano do Rio. No lote nº 147, da Garagem Natal, em 1945 ergue-se o Edifício Senator, cujo terreno vai até a Rua Senador Euzebio. O outro lote, de nº143, correspondente à Garagem Cadillac, foi remembrado com o nº 141, com isso gerando uma área maior para a construção da Igreja.
Nº 157 - Embaixada do Chile - Edifício Victor - A Embaixada do Chile ocupou a casa que existia nesse lote, nos anos 1932-50. Em 1974, já construído o Edifício Victor, a então Cia. Telefônica Brasileira, mais tarde Telerj e hoje Oi-Telemar, ali manteve uma loja de atendimento ao público até 1995. Atualmente abriga uma agência do Banco do Brasil.
Nº 165 - Fábrica de Decalcomanias - Armazéns Gaio Marti - Supermercados Princesa - Em 1913 havia uma fábrica de decalcomanias, de Domingos Grass. Já em 1932-77 ali estava a loja dos Armazéns Gaio Marti & Cia., que operava uma extensa rede de supermercados no Rio de Janeiro, precursora de tantas outras do mesmo ramo, nos dias de hoje. Desde 1992, Supermercados Princesa. É um pequeno prédio de quatro andares.
Nº 177 - Residência do Barão de Icaraí - Shopping Um Sete Sete - Em 1878 tinha o nº 51. O edifício/galeria existe desde os anos 1970, construido no extenso terreno originalmente pertencente ao nobre Constantino Pereira de Barros, o Barão de São João de Icarahy, que deu seu nome à rua. A parte residencial do prédio tem portarias pela Barão de Icaraí. Durante algum tempo foi a residência do Dr. Henrique de Toledo Dodsworth Fº, Interventor no Distrito Federal entre 11.11.1937 e 3.11.1945, período do Estado Novo, de Getúlio Vargas. Nos anos 1960 abrigava a chácara da Família Guimarães.
(FOTO)Nº 197 - Associação dos Húngaros no Brasil - Edifício ......... - Em 1940 era a Associação. O edifício é da década de 1950.
Nº 207 - Abbott Laboratórios - Edifício Barão de Jundiaí - Na esquina da atual Rua Desembargador Sady Gusmão. Nos anos 1930, casa com a sede dos Abbott Laboratórios do Brasil, hoje na Estrada dos Bandeirantes, na Taquara, zona Oeste do município. Mais recentemente, Edifício Barão de Jundiaí.
Antigo nº 59-A - Residência do Dr. Silva Araujo - Em 1888, era a residência do Dr. Silva Araujo, dono de uma farmácia existente na Rua Primeiro de Março 11 e fabricante do famoso Vinho Reconstituinte Silva Araujo. Existe um imóvel com este número, listado no trabalho de Cruvello Cavalcanti nessa época como pertencente ao "Visconde de Santa Izabel" e localizado no final da rua, após os nº 49/55, da chácara do Barão de São João de Icaraí (hoje Shopping Um Sete Sete). É bem provável que estivesse neste trecho entre a Honório de Barros e a Praia de Botafogo, o que nos leva a colocá-lo aqui, em mera tentativa de localização aproximada. Acreditamos que somente uma pesquisa no Registro Geral de Imóveis indicaria com segurança o local correto.
Nº 213 - Residência do Conde d'Affonso Celso - Siana Pension - Em 1910 era uma vila de casas, construção típica daqueles tempos. Na casa V residia o Conde d'Affonso Celso. Em 1950 era a Siana Pension, de Paul Bise. Essa vila foi desapropriada e demolida para que se completasse em 1969 a ligação da então Travessa Domingos Teodomiro, hoje Rua Desembargador Sady Gusmão, da Avenida Osvaldo Cruz até a Rua Senador Vergueiro, o que motivou o novo logradouro ficar conhecido na região por muito tempo como "Rua de Vila". Esse nome inclusive aparece no PA nº 8.662 de 1969, entre os lotes nº 207 e 215 da Senador Vergueiro, como se vê a seguir.
Nº 219 - Hotel Missouri - Hotel Petrópolis - Edifício Itamaracá - O Hotel Missouri ali esteve entre 1932 e 1940. Na década seguinte, Hotel Petrópolis. Já nos anos 1970, Edifício Itamaracá.
Nº 237 - Inspecion Generale - Edifício Itamonte - Em 1913, no sobrado, havia a Inspecion Generale Ordre Oriental Centre do Rio de Janeiro, provavelmente da Maçonaria. Desde os anos 1950, Edifício Itamonte.
Nº 243 - Unibanco - A Rua Senador Vergueiro encerra o seu lado ímpar na Praia de Botafogo, frente à Praça Osvaldo Cruz, com um pequeno prédio de 3 andares que resiste até hoje aos investidores imobiliários, abrigando uma agência bancária.