O Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho, conhecido como "Castelinho do Flamengo", está localizado na esquina da Praia do Flamengo, por onde recebe o nº 158, com a Rua Dois de Dezembro.
Servindo durante 32 anos como residência familiar, e passando por litígios de herdeiros, até ficar o prédio literalmente abandonado e ocupado por mendigos, foi finalmente expedido pela Justiça, em 1982, um mandado de emissão e posse do imóvel em favor da Prefeitura, a cujo patrimônio foi então incorporado.
Veio então um novo período de indecisões, com a tentativa de demolição do prédio, mas finalmente, devido à pressão exercida pela FLAMA Associação de Moradores e Amigos do Flamengo, a Associação de Moradores e Amigos do Centro, a AMACAP Associação de Amigos do Catete e Praia, o IAB-RJ Instituto de Arquitetos do Brasil e o Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural, o Prefeito Julio Coutinho determinou em 2.12.1982 a suspensão da demolição e convocou uma reunião extraordinária do Conselho, para examinar a proposta de tombamento do Castelinho.
Aprovado o tombamento por unanimidade, surgiu a idéia, logo combatida e abandonada, de destinar o prédio para sediar a RIOTUR.
Em 1983, o Escritor Pedro Nava assume a presidência do mesmo Conselho, levando adiante o compromisso de tombamento do Castelinho, que foi efetuado em novembro de 1983 pelo Prefeito Jamil Haddad, ao editar o Decreto nº 4.320.
Mas somente em maio de 1985 o Castelinho foi completamente desocupado, embora deixado praticamente destruído pelos mendigos.
Seguiu-se a restauração do imóvel e a sua transformação no Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho, hoje subordinado à Secretaria Municipal das Culturas.
No final dos anos 1980, diversos profissionais prepararam diferentes projetos para a reforma do Castelinho e a sua adaptação às finalidades então imaginadas. Ao término do natural conflito de idéias, foi levado adiante o projeto de autoria da Promotora Cultural Claudia Maria Queiroz de Jesus, elaborado em conjunto com a FLAMA, a Associação de Moradores e Amigos do Flamengo, representada pela Arquiteta Maria Inês Tavares Cabral, Diretora de Urbanismo da FLAMA.
Houve a preocupação de se preservar o conjunto arquitetônico de valor histórico, tombado pelo Município do Rio de Janeiro, levando em conta a fragilidade do prédio, suas dimensões limitadas e suas características arquitetônicas.
A idéia original era de que a viabilização do projeto, que incluiria sua implantação, a conservação do prédio e despesas funcionais, poderia ser conseguida através do patrocínio de empresas, locação de áreas comerciais, cursos e ingressos para algumas atividades culturais.
Essas atividades incluiriam cursos de cinema, fotografia, restauração de objetos, oficina de roteiros, workshops diversos, recitais, sessões de vídeos educativos e artísticos, clube de leitura, palestras e atividades ligadas à preservação ambiental, exposições em conjunto com a Secretaria Municipal das Culturas e visitas programadas ao conjunto arquitetônico.
Quanto as atividades comerciais, poderiam ser citadas uma vídeo-locadora, uma loja de vendas de fitas de vídeo e CD's, um bar e um salão de chá.
O projeto detalhava ainda o destino a ser dado aos vários espaços do Castelinho, destacando-se a utilização da varanda do 2º piso como a Sala Burle Marx, destinada a exposições permanentes sobre a memória do bairro e do Parque do Flamengo.
Em linhas gerais, uma boa parte das instalações atuais obedece a esse projeto original, havendo as naturais adaptações impostas pelo tempo.
O Castelinho foi entregue à população pelo Prefeito Marcello Alencar no final de 1992, conforme relatado mais adiante, em Detalhes.
O pitoresco Castelinho do Flamengo, construção de 1916-18,
na esquina da Praia do Flamengo com a Rua Dois de Dezembro.
É hoje o Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho.
Foto de n/arquivos, na abertura da "1ª Coletiva Bienal EBA/UFRJ 2007".
Oduvaldo Vianna Filho
Vianinha
(1936-1974)
Oduvaldo Vianna Filho nasceu em São Paulo em 4.7.1936, tendo falecido no Rio de Janeiro em 16.7.1974, aos 38 anos. Também conhecido pelo apelido de Vianinha, era filho do dramaturgo Oduvaldo Vianna e de Deuscélia Vianna. Foi dramaturgo, ator e diretor de teatro e televisão.
Ao lado de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal, foi um dos principais nomes do Teatro de Arena, em São Paulo, no final da década de 1950, sendo um dos fundadores do CPC Centro Popular de Cultura e do Grupo Opinião, no Rio de Janeiro, já na década seguinte.
Aos 2 anos de idade, participou das filmagens de "Alegria", dirigido por seu pai. Dos 3 aos 5 anos morou com a família em Buenos Aires, na Argentina. Aos dez anos, começou a escrever sua primeira história, abandonada ainda no segundo capítulo.
Morando em São Paulo, matriculou-se na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackensie, em 1953, mas interromperia o curso antes de se formar. Em 1955 estreou como ator, depois de integrar o Teatro Paulista do Estudante, sob a direção de Ruggero Jacobbi.
Seu pai fora casado com a atriz e cantora Abigail Maia, com quem teve duas filhas. Tinha oficialmente o mesmo nome do pai, que se esqueceu de acrescentar a palavra "Filho" na hora de registrá-lo no Cartório. A semelhança dos nomes faria com que, na década de 1960, durante a ditadura militar, seu pai fosse detido para interrogatório por engano, pois era Vianinha, então tido como autor subversivo, que os agentes da repressão queriam interrogar.
Vianinha casou-se pela primeira vez aos 21 anos com a atriz e jornalista Vera Gertel (sua companheira no Teatro de Arena), com quem teve o filho Vinicius Vianna, que se tornaria, mais tarde, escritor e roteirista. Do seu segundo casamento, com Maria Lúcia Marins, em 1970, nasceram Pedro Ivo e Mariana.
Em 1972, ao fazer uma abreugrafia para ser contratado como roteirista pela TV Globo, constatou estar com câncer, mal do qual viria a falecer dois anos depois, dias após terminar no hospital sua última peça, "Rasga Coração", que permaneceria censurada por cinco anos.
Ao todo, Vianinha escreveu cerca de 50 peças, dentre as quais se destacam: "Chapetuba Futebol Clube", "Moço em Estado de Sítio", "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come" (com Ferreira Gullar), "Papa Highirte", "A Longa Noite de Cristal", "Corpo a Corpo" e "Rasga Coração".
Na televisão, além de roteiros, escreveu as histórias "O Matador", "O Morto do Encantado", a adaptação de "Medéia", de Eurípedes, e episódios da série "A Grande Família" (em 1972), que estão entre suas principais realizações. Para o cinema, escreveu o roteiro de "O Casal", filmado por Daniel Filho em 1975, com José Wilker e Sônia Braga à frente do elenco.
Uma detalhada relação de suas obras pode ser vista no site da Wikipédia ou fazendo uma consulta no Google.
Carmelinda Guimarães é a autora do livro "Um Ato de Resistência: o teatro de Oduvaldo Vianna Filho" (MG Editores Associados, SP, 1984), monografia de mestrado defendida na USP em 1980, orientada pelo crítico e historiador Sábato Antonio Magaldi (membro da Academia Brasileira de Letras e, em 1979, Secretário Municipal de Cultura da capital paulista), trabalho pioneiro na recuperação da obra completa de Vianinha.
Sábato Magaldi escreveu uma breve biografia de Oduvaldo Vianna Filho, que está disponível no site do Itamaraty.
Para quem foi construído e quem morou
O Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho, conhecido como "O Castelinho do Flamengo", foi projetado em 1916 e teve a sua construção finalizada em 1918 pela Construtora Silva Cardoso, para servir de residência ao seu proprietário Joaquim da Silva Cardoso e à sua esposa, D. Carolina.
Devido às limitações legais, a planta foi assinada pelo engenheiro Francisco dos Santos, embora o projeto original tenha sido do arquiteto italiano Gino Copede.
A Construtora Silva Cardoso havia sido fundada em 1888 e era uma das mais prósperas do Rio, responsável por grande parte das edificações das famílias tradicionais da cidade, muitas das quais observando o estilo eclético.
A família Cardoso aqui residiu até 1932, quando o Castelinho foi vendido a Avelino Fernandes, outro rico imigrante português que vivia em Belo Horizonte, para morar com a esposa D. Rosalina Feu Fernandes e a filha Maria de Lourdes.
Com o empobrecimento dos Fernandes, o imóvel mudou de mãos e o seu último proprietário foi o Senador (1921-1930) Manoel Joaquim de Mendonça Martins.
Ao falecer o Senador Mendonça Martins em 1964, o Castelinho passou a integrar o espólio da família, dando início a um acidentado processo quanto ao destino da casa, o qual só se encerraria em 1983, quando o escritor Pedro Nava, então presidente do Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural, na gestão do Prefeito Julio Coutinho, aprovou o tombamento do famoso prédio da Praia do Flamengo nº 158. Desde o ano anterior, o prédio já havia sido incorporado ao patrimônio da Prefeitura, por decisão judicial.
Em 1989, depois de sucessivas ocupações irregulares e predatórias, responsáveis pela destruição de cômodos inteiros e dos ornamentos das salas, teria início a sua restauração, realizada pela firma paranaense Aresta Arquitetura e Restauro, orçada em US$ 1,2 milhão, com financiamento de 70% pela Caixa Econômica Federal e dos restantes 30% pela Prefeitura.
Em 16.10.1992, o Prefeito Marcello Alencar sancionou a Lei nº 1.919, que deu existência legal ao Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho/Castelinho do Flamengo, em seu art. 1º, inciso II. É, podemos assim dizer, a "certidão de batismo" do Castelinho.
Finalmente, às 18h30 do domingo 20 de dezembro de 1992 o Prefeito Marcello Alencar e o seu Secretário Carlos Eduardo Novaes, de Cultura, Turismo e Esporte, entregariam o "Castelinho" à população, inicialmente como Videoteca Castelinho do Flamengo e mais tarde transformado em Centro Cultural Municipal, cujo nome homenageia o grande dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha.
O Castelinho hoje disponibiliza uma midiateca com cerca de 750 títulos em seu acervo, além de uma coleção de 60 DVD's, figurando no seu catálogo filmes nacionais e estrangeiros, documentários, infantís e musicais. Tem um auditório com 40 lugares, 3 pequenas galerias para exposições e 3 salas para debates e oficinas. Há também computadores para acesso gratuito à Internet.
Direcionado para as atividades de imagem eletrônica, apresenta em sua grade de programação exposições de artes plásticas, instalações artísticas, vídeo-instalações, música contemporânea, literatura, filosofia e cinema.
Breve histórico da arquitetura e do estilo da casaEdificação eclética, de tendência italiana, mescla elementos de diversos estilos e épocas diferenciadas, tais como o art-nouveau, o barroco, o renascentista e o neo-gótico francês, formando o popular "estilo castelinho".
Construída a partir do afastamento dos limites do terreno, em posição privilegiada de esquina, apresenta quatro fachadas valorizadas pelo apuro formal e de acabamento em cantaria, estuque, barrado de azulejaria, telhado de ardósia e rica serralheria. A alternância das formas geométricas em plantas gera dinamismo no seu espaço interno quanto a imponência da volumetria.
Possui três pavimentos, acrescidos de terraço coberto e um torreão com dois estágios de mirante, uma espécie de "torre de ménage" à francesa. Um prédio anexo comporta a garagem no térreo e dependências no sobrado.
O pavimento térreo, originalmente chamado de "rés-do-chão", possui quatro entradas: uma nobre, uma mais íntima e duas de serviço. A entrada principal caracteriza-se pela forma de rotunda, sob o torreão, e é precedida de lances circulares de três degraus em cantaria. Compõem o ambiente colunas ecléticas, dispostas em duplas, e dois nichos semicirculares com peanhas à espera de algum elemento escultório. Pelo desenho do projeto original, pode-se observar a intenção de colocar ânforas nesses nichos.
O portão de entrada (ao lado), ricamente trabalhado em motivos art-nouveau em forma de borboleta, leva a um pequeno hall de distribuição, disposto diagonalmente, que se liga, à esquerda, a uma sala; à frente, ao vestíbulo, e à direita, ao escritório.
Chama a atenção o alto nível dos materiais de acabamento nesses espaços: cristais bisotados, "boissérie", forros e ornatos em estuque.
O vestíbulo é o grande espaço de distribuição entre os pavimentos. Possui uma escada em forma de "U", de madeira; o arranque é um pitoresco ornato de estuque com formas sinuosas e rosto de mulher. Um vitral, de gosto romântico, faz pano de fundo à escadaria.
Há que notar a locação dos lavabos nos patamares da escada, aproveitando o desvão dos pisos. Estes ainda possuem suas paredes revestidas com cerâmica vitrificada.
Embora quase todo o piso desse primeiro pavimento tenha sido retirado - apenas restou o do vestíbulo, em cerâmica hidráulica - , é de se supor que alguns compartimentos fossem também revestidos com pisos frios, e outros em tabuado de madeira, conforme os vestígios encontrados no cimento.
O segundo pavimento, o andar nobre, tem um tratamento apurado. Aqui estão as salas de visitas ladeadas por varandas, conhecidas como "miradores": duas retangulares e, sob o torreão, uma poligonal.
Uma saleta, ligada também ao vestíbulo, funciona como espera do visitante, uma vez que está localizada na chegada da imponente escada externa, de alvenaria, que circunda o alpendre desse pavimento e que pode ser vizualizada à direita.
Nesta saleta encontramos uma portada, de ligação ao vestíbulo, com um trabalho de fino gosto contendo estátuas art-nouveau; à sua frente, ligando a um balcão sacado, encontramos uma ampla esquadria côncava de madeira com cristais bisotados, conferindo ao ambiente um efeito de movimentação. Na restauração da casa optou-se por manter a esquadria original, apesar das rachaduras, como testemunho do gosto dos primeiros moradores.
As paredes e os tetos são ornamentados com estuque, em motivos diversos. Os pisos, tabuados, desapareceram, mas encontram-se ainda os barrotes de sustentação.
Ao centro do pavimento, dispõe-se a sala de jantar, ligada à copa, à cozinha e à área de serviços. Um terraço avarandado e circular, contíguo ao hoje Auditório Lumière, confere ao andar um aspecto bucólico.
O terceiro andar, onde atualmente funciona a Administração, é a parte mais íntima da edificação, originalmente com quatro quartos, um "toucador" sob o torreão, além de um hall de passagem e um amplo banheiro.
O decorativismo aí já se torna mais sóbrio, centralizado nas esquadrias de madeiras, com venezianas, caixilharia de cristais bisotados e alguns poucos estuques.
Uma estreita e sinuosa escada, locada em área interna próxima ao banheiro desse andar, dá acesso a um amplo terraço coberto, de efeito repousante, contendo elementos da escola italiana de Veneza, com uma magnífica vista para o Aterro. O piso é em mosaico formando frisos decorativos e o forro é à maneira paulista, que acompanha a inclinação do telhado. Todo este espaço está circundado por jardineiras.
Caminhando para o torreão, encontra-se uma escada helicoidal, de alvenaria, que dá acesso a um mirante intermediário, circundado por balaustrada. Em seguida, chega-se a um pequeno espaço fechado, sob o "chapéu da torre", com quatro janelas em cruz.
A cobertura do prédio é de telhas francesas com beirais de telhas canal. A torre tem cobertura de ardósia.
Alguns elementos que merecem destaque na edificação:
- O gradil do jardim, com um decorativismo art-nouveau e o exuberante portão em forma de borboleta;
- As mísulas de sustentação da varanda da entrada de serviço, voltada para a Praia do Flamengo, que apresenta bela decoração antropomórfica;
- Rostos femininos na fachada;
- Cabeças felinas nos cantos da fachada;
- Os gradís do andar nobre, estilizando abelhas;
- Estuques com figuras humanas, representando festas dionisíacas e motivos pagãos;
- Um único azulejo, com paisagem holandesa, locado nas paredes que circundam o torreão;
- Os azulejos que formam um barrado localizado nas fachadas, uma voltada para a Rua Dois de Dezembro e a outra posterior;
- O revestimento externo, em placas de pó-de-pedra com coloração amarelada.
O Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho, no Castelinho do Flamengo, está aberto ao público das terças às sextas-feiras, das 10h às 20h, e nos sábados e domingos, das 10h às 18h. Permanece fechado nas segundas-feiras.
Está localizado na Praia do Flamengo nº 158, na esquina da Rua Dois de Dezembro, com os telefones 2205-0655 e 2205-0276.
A informação atualizada sobre a programação de exposições e outras atividades culturais pode ser obtida na Internet, na página do Castelinho ou pelos telefones acima.
1ª Coletiva Bienal EBA / UFRJ 2007
Além de várias atividades permanentes, tais como o acesso à midiateca, periodicamente o Castelinho é também palco de exposições, como a que aconteceu de 14.12.2007 até 31.1.2008, sob o título "1ª Coletiva Bienal EBA/UFRJ 2007", com ótimos trabalhos (ao lado) dos alunos da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de inúmeras outras atividades abertas ao público, tais como o lançamento da revista Arte & Ensino, de livros, oficinas, palestras, etc.
Sob a segura direção da Profª Angela da Luz e a orientação vibrante da Profª Isis Braga, os alunos da EBA exibiram suas obras e seus projetos, mostrando o elevado grau de conhecimentos que os discípulos dessa secular instituição de ensino recebem de seus dedicados mestres.
Muito interessante, por exemplo, o detalhamento do projeto de um jardim, numa área hoje ocupada por um depósito de materiais do Metrô, na Rua Machado de Assis, e por um órgão da Secretaria Municipal de Obras, com entrada pela Rua Irineu Bornhausen ("Rua Irineu ... o quê?" - clique no link da rua, para saber tudo sobre o mais novo logradouro público do bairro).
A Diretora do Castelinho, Elisa de Castro Lima (esq.), escuta com atenção as explicações da Profª Benvinda de Jesus, da Escola de Belas Artes, sobre a restauração feita na estátua de Vênus Anadiomene, da mitologia grega.
Foto de n/arquivos, obtida durante a "1ª Coletiva Bienal EBA/UFRJ 2007".
Flamengo nos anos 1920
Em setembro de 1994, tivemos a oportunidade de colaborar na montagem de uma exposição sobre o bairro, "Flamengo nos anos 1920", cedendo textos e ilustrações de n/arquivos para o Castelinho do Flamengo, a convite da sua direção.
A foto ao lado é de Augusto Malta, ca. 1920. Reparem na largura do jardim central da Praia do Flamengo e que existiu até os anos 1940-50.
O mapa do Rio de Janeiro, por Luiz Teixeira, é de 1573, apenas 8 anos após a fundação da cidade. O Rio Carioca já estava assinalado, como "Acarioca". Uma sua reprodução foi uma das peças mais apreciadas da exposição.
Ele pode ser visto em tamanho maior, neste site, ao se clicar em Flamengo no menu à esquerda e rolar a página logo no início. O original encontra-se na Biblioteca da Ajuda, em Lisboa.
O Castelinho do Flamengo é um benfazejo oásis de cultura, uma pérola incrustada no meio da conturbada metrópole carioca. Habitue-se a frequentá-lo!
Agradecemos ao Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho e à FLAMA pelo fornecimento da maior parte dos textos aqui divulgados, que foram editados e complementados com material dos sites Bairro do Catete, Castelinho do Flamengo, Google, Wikipédia e de n/arquivos.