A história da Passarela Arquiteto Aécio Sampaio Quem foi Aécio Sampaio ? A Passarela Arquiteto Aécio Sampaio em detalhes











A Passarela Arquiteto Aécio Sampaio está localizada dentro dos limites do bairro do Flamengo, sobre as pistas da Avenida Infante Dom Henrique, no Parque Brigadeiro Eduardo Gomes, em frente à quadra da Praia do Flamengo entre as Ruas Silveira Martins e Ferreira Viana.


Passarela Arquiteto Aécio Sampaio, no Flamengo

Localização da Passarela Arquiteto Aécio Sampaio, no Flamengo, em foto de satélite, do site Google Earth.


A Passarela Arquiteto Aécio Sampaio recebeu esta denominação pelo Decreto "E" nº 3.439 de 24.11.1969 (Diário Oficial de 26.11.1969 - republicado no DO de 5.12.1969), por indicação da Deputada Estadual Velinda Maurício da Fonseca.

Decreto nº 3.439 de 24.11.1969 (Estado da Guanabara).











espaço reservado para foto de Aécio Sampaio




Aécio Bossuet Bagueira Sampaio

Arquiteto

(1929-1967)




O carioca Aécio Bossuet Bagueira Sampaio foi arquiteto da SURSAN, a Superintendência de Urbanização e Saneamento, durante a construção do Parque do Flamengo.

Na SURSAN, Aécio Sampaio foi Chefe de Gabinete do engº Raymundo de Paula Soares, Superintendente do órgão à época do governo Carlos Lacerda, de 1960 a 1965.

Quando solteiro, Aécio Sampaio morava com seus pais na Avenida Osvaldo Cruz, ao lado da Escola Municipal Alberto Barth.  Cursou a Universidade da Califórnia, em Berkeley, e fez mestrado.

Faleceu aos 38 anos de idade, de problemas cardíacos, na Escócia, após um curso que havia acabado de fazer, com sua esposa.  Deixou viúva a arquiteta Yedda Lucia Pitanguy Sampaio, que foi catedrática de sua especialidade na Universidade Santa Úrsula, em Botafogo, e Superintendente de Planejamento Urbano da Prefeitura no 1º governo Cesar Maia (1993-96).

Seu pai, o advogado Artur Martins Sampaio, trabalhou no Contencioso do Banco do Brasil, e depois foi dono do Banco do País.  Ao morrer, deixou uma inestimável coleção de moedas brasileiras, que acabou sendo vendida em 1983 pelo leiloeiro Leone para um colecionador de Portugal.

A Drª Yedda Sampaio nasceu em 2.3.1930 em Belo Horizonte e faleceu em 9.2.1996, no Rio de Janeiro.  Era irmã do conhecido cirurgião plástico Prof. Ivo Pitanguy e da socióloga Drª Jacqueline Pitanguy de Maroni.

Aécio e Yedda foram co-autores em 1965 do importante livro "Rio de Janeiro em seus Quatrocentos Anos", de Fernando Nascimento Silva, que contém excelente texto e apurado material iconográfico sobre o Rio de Janeiro, ao tempo das comemorações do Quarto Centenário de sua fundação.













A Passarela Arquiteto Aécio Sampaio tem cerca de 88 metros de extensão e obedece, como as outras do Parque, a um projeto do engenheiro Sidney Gomes dos Santos, num arco único de concreto armado, com idéias do arquiteto Affonso Eduardo Reidy (1909-1964), conforme registra Brasil Gerson em sua "História das Ruas do Rio".

De acordo com a definição legal do tipo de logradouro "passarela" no Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503 de 23.9.1997, Anexo I), ela destina-se somente à utilização por pedestres.  Esta é a definição no Código : "PASSARELA - obra de arte destinada à transposição de vias, em desnível aéreo, e ao uso de pedestres".

Ela está localizada em frente aos jardins do Palácio do Catete (Museu da República), sobre as pistas da Avenida Infante Dom Henrique, entre os campos de futebol do Parque e o Recreio Infantil Lotta Macedo Soares.

A Passarela Arquiteto Aécio Sampaio, junto aos campos de futebol do Parque.

A Passarela Arquiteto Aécio Sampaio foi inaugurada com a presença da viúva Drª Yedda e dos dois filhos (Lucia Beatriz e Antonio Arthur) do homenageado, em 16.12.1969, às 9 horas da manhã, pelo Governador do Estado da Guanabara, Embaixador Francisco Negrão de Lima, como primeiro ato público das comemorações do 4º aniversário de seu governo.

Uma reportagem sobre a inauguração foi exibida no Jornal Nacional da TV Globo daquela data.  Os jornais do dia seguinte também noticiaram o evento, dele havendo inclusive uma foto no Diário de Notícias, à p.2.

Existe desde a inauguração em 1969, há cerca de 40 anos(!), um erro de identificação nesta passarela.  Naquela época, foram equivocadamente colocadas no seu acesso quatro placas de mármore com a inscrição em baixo relevo "Passarela Arquiteto Fernando de Aguiar Moncorvo", que na realidade é o nome da outra passarela na mesma reta do Parque, mais adiante na direção Zona Sul, fronteira ao Edifício Praia do Flamengo 200 (entre as ruas Almirante Tamandaré e Barão do Flamengo).

A Drª Yedda já naquele momento manifestou sua estranheza, conforme ela mesmo nos relatou em 1993, quando compilávamos os detalhes iniciais desta história.  Seus filhos, embora ali presentes naquele ato, não se lembram do acontecido, pois tinham somente 5 e 3 anos de idade.

O que fazer para corrigir?  Simplesmente tirar essas placas que ainda estão lá até hoje (2008) e substituí-las por outras com a identificação correta.

E nem mesmo aproveitar para a outra passarela as que forem retiradas, pois estão com o nome errado, já que ela se chama apenas "Passarela Fernando Moncôrvo", sem o título profissional nem o sobrenome do meio do homenageado, como pode ser observado na reprodução do decreto, no início desta página.

E também não esquecer de identificar corretamente não só a Fernando Moncôrvo, que nunca teve qualquer identificação, como as outras duas passarelas entre o Hotel Glória e o Monumento aos Pracinhas, a Irineu Marinho e a General Caiado de Castro.  Aguardemos as providências que já solicitamos à Prefeitura.