A história da Rua Arno Konder Quem foi Arno Konder ? A Rua Arno Konder em detalhes






















A Rua Arno Konder começa na Rua Machado de Assis, junto e antes do nº 74, terminando no início da Rua Irineu Bornhausen.  Está localizada totalmente nos limites do bairro do Flamengo.

Estende-se pela lateral do Edifício Machado de Assis (nº 74 da rua do mesmo nome) e por trás do Edifício e Galeria São Luiz, da Rua do Catete nº 311, que foi construido nos anos 1975-80 no lote fronteiro ao Largo do Machado, onde existiu o antigo Cinema São Luiz, demolido por ocasião das obras do Metrô.





























Foto de satélite - do site Google Earth - o tradicional Restaurante Parmê
fica na esquina da Arno Konder com a Irineu Bornhausen.

A rua tem 87 metros de extensão por 18m50 de largura e é utilizada como estacionamento e acesso à garagem subterrânea da Galeria São Luiz.  Com mão dupla, tem acessos pela Rua Machado de Assis e pela Rua Irineu Bornhausen, que nela se inicia, terminando na Rua do Catete, em frente ao Largo do Machado.

Há placas identificadoras na esquina de Machado de Assis e no muro à direita, em frente ao início da Irineu Bornhausen.  O muro delimita um terreno de propriedade do Metrô-Rio, que ali tem um depósito de materiais.

Seu nome originou-se no Projeto de Lei nº 490/93, apresentado na Câmara Municipal em 10.12.1993 pelo então Vereador e agora Deputado Federal Otávio Leite, que foi Vice-Prefeito do Rio até o início de 2007.

Aprovado em 18.5.1994, foi sancionado pelo Prefeito Cesar Maia e transformou-se na Lei nº 2.187 em 14.6.1994, que determinava ao Poder Executivo carioca dar o nome de Arno Konder a uma rua do município.

Somente após seis anos foi escolhida esta rua para dar cumprimento à Lei nº 2.187, o que foi referendado pelo Decreto "N" nº 19.313 de 26.12.2000.














Arno Konder

Diplomata

(1880-1942)


Arno Konder foi um diplomata brasileiro que atuou nos anos 1917-42, sendo natural de Itajaí (SC).

É seu sobrinho, filho de sua irmã Marieta e de Irineu Bornhausen, o ex-Governador (1979-82) e ex-Senador (1999-2006) Jorge Konder Bornhausen, que foi presidente nacional do PFL, o Partido da Frente Liberal (atual Democratas) até o início de 2007.

Arno Konder nasceu em 20 de outubro de 1880, em Itajaí (SC).  De expressiva cultura, com grande capacidade para aprender línguas, formou-se em Direito.  Estudou no Colégio Santo Antônio, em Blumenau.

Quando voltou da Alemanha, onde tinha ido buscar sua irmã Evelina que havia acompanhado o pai doente, não demorou em Itajaí.  Foi morar no Rio de Janeiro e graças ao alemão que já dominava, não foi difícil obter emprego no Banco Transatlântico Alemão.

Em 1907 foi incluído na missão presidida por Lauro Müller para ir à Europa.  Em Paris, aos 27 anos de idade, vivia o esplendor da sua "belle époque".  Viajou por toda a Europa conhecendo muitos países, inclusive a Rússia.

Em 1917 volta ao Brasil, visita Itajaí e passa a prestar serviços ao Ministério do Exterior.  Já no Itamaraty, serve como Cônsul em Berlim e Montreal, e, como Ministro, em Washington.  Escrevia perfeitamente o inglês, o francês e o alemão, conhecia italiano e espanhol.

Foi casado com D. Elsa Souto de Oliveira, não deixando descendência.

Sob a chefia de Oswaldo Aranha, prossegue a trabalhar pelo Brasil, vindo a falecer na capital dos Estados Unidos em 1942, aos 61 anos de idade, quando aguardava a sua nomeação como o embaixador brasileiro na China.  Seu corpo embalsamado foi trazido para o Rio de Janeiro e sepultado em 16 de fevereiro de 1942 no Cemitério São João Batista, em Botafogo.

Conta-se que o Presidente Getulio Vargas, ao assinar sua última promoção, disse: "Estou promovendo o melhor funcionário público do Brasil".








Parentes em ruas contíguas: não são muitos os casos de parentes terem seus nomes em ruas contíguas, nos mais de 22 mil logradouros públicos oficialmente reconhecidos do Rio.

Um caso clássico é o das Ruas Ernesto de Souza e Gastão Penalva, no entorno do Hospital do Andaraí.  Ernesto, farmacêutico inventor do famoso xarope Rhum Creosotado no início do século XX, era pai de Sebastião, oficial da Marinha, mais conhecido por seu pseudônimo literário "Gastão Penalva".

Outros casos conhecidos são os de várias ruas de Ipanema, que receberam inicialmente os nomes de familiares do Coronel José Silva, dono do Restaurante Hotel Villa Ipanema e que coordenou as vendas do loteamento original do bairro, a "Villa Ipanema", no final dos anos oitocentos.

Mas muitas ruas tiveram, ao longo dos anos, seus nomes trocados naquele bairro, descaracterizando essa situação.  Um caso típico é o da Anibal de Mendonça, que se chamava Dario Silva (um dos filhos do Coronel) até 1931.  Otavio Silva, irmão de Dario, foi nome de rua até 1922, quando o logradouro passou a ser chamado de Rua Maria Quitéria.  Outro irmão também saiu das placas no mesmo ano, ao ser nominada a antiga Rua Oscar Silva como Joana Angélica.

Também a Família Barbosa, no Méier, nas cercanias da Praça Agripino Grieco, no início da Dias da Cruz, tem algumas ruas na mesma situação: a Rua Manuela Barbosa faz esquina com as Ruas Grauben Barbosa e Constança Barbosa, que são cortadas pela Rua Ana Barbosa, paralela à Manuela.  São logradouros que surgiram em 1891, no loteamento chamado "Garden Barbosa", segundo o relato de Wilson Dreux em "Méier: Um Século de História" (edição do A., Rio, 1990).

Há ainda um melhor exemplo, como nos lembra o ex-Vereador Américo Camargo, numa tríplice homenagem ao fundador e aos primeiros governantes do Rio de Janeiro.  Na Lapa começa a Avenida Mem de Sá, que, ao terminar na Cidade Nova, logo se vê continuada (após uns poucos metros finais da Rua Frei Caneca) pela Avenida Salvador de Sá e a esta, por sua vez, segue-se a Rua Estácio de Sá, que finda no Largo do mesmo nome, já no bairro do Estácio.

E o Flamengo, que já participava desse seleto grupo com a Rua Barão de Icaraí tendo como sua paralela na quadra seguinte a Honório de Barros (filho de Constantino Pereira de Barros, o Barão de São João de Icarahy), tem agora a Arno Konder terminando no início da Irineu Bornhausen, tendo Arno sido cunhado de Irineu.





















A Rua Arno Konder, vista a partir da esquina da Rua Machado de Assis.
A frondosa árvore, à esquerda, encobre o acesso à garagem da Galeria São Luiz.
O extenso muro à direita pertence a um depósito de materiais do Metrô-Rio.
Na época das obras do Metrô, havia uma idéia de ali se fazer um terminal
rodoviário urbano, com entrada pela Machado de Assis e saída pela Dois de
Dezembro, conforme mostra o PA nº 10.601 de 1988.  Mas apenas ficou
no projeto.  Na sua outra face, esse terreno se delimita com a Rua do Pinheiro,
entre a Rua Machado de Assis e a sede do Instituto de Arquitetos do Brasil
(IAB-RJ), na esquina da Rua Dois de Dezembro.  Foto de n/arquivos (2005).







Registramos os nossos agradecimentos pelas notas biográficas de Arno Konder e a sua foto, que foram fornecidas a este site pelo Centro de Documentação Histórica da Fundação Genésio Miranda Lins, do Arquivo Público de Itajaí, em julho de 2005.